Cônego
Domênico Rangoni nasceu na Itália, em Medina, Província
de Bologna, no dia 1º de março de 1915.
Estudou em Bologna e Turim, onde foi ordenado Sacerdote, em 29 de junho
de 1938, na Catedral de Turim, pelo Cardeal Fossati.
Autorizado pelo Cardeal Nasalli Rocca, da Diocese de Bologna, onde se
encontra ligado até hoje, Cônego Domênico Rangoni
veio para o Brasil, mais especificamente para a Diocese de Santos. Em
14 de março de 1954, o então Bispo Don Idílio José
Soares enviou Padre Domênico para o Guarujá, para ocupar
o cargo de Vigário da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima
e Santo Amaro.
Dedicou-se
incansavelmente aos trabalhos pastorais, procurando conscientizar o
povo de sua paróquia dos ensinamentos evangélicos, estendendo
seu trabalho na construção e manutenção
das conhecidas obras sociais.
-Terminou a construção da Igreja Matriz de Guarujá;
-Construiu o Salão Paroquial e a Residência do Vigário;
-Construiu a Capela São Paulo, na Praia da Enseada;
-Construiu a Capela Cristo Rei, na Praia de Pernambuco;
-Melhorou a Capela de Vicente de Carvalho, com a construção
da Residência do Vigário.
Após
estruturar o trabalho paroquial nos bairros, dedicou-se ao trabalho
social:
-Fundou a Sociedade Santamarense de Beneficência do Guarujá;
-Colaborou com a Prefeitura Municipal de Guarujá na instalação
do Pronto Socorro Municipal;
-Construiu o Hospital Santo Amaro, onde também esta localizada
a Capela de Nossa Senhora da Consolata e Santa Rita de Cássia;
-Fundou a Casa da Criança da Paróquia de Guarujá;
-Construiu o Ninho Maternal com Regime Semi-Internato;
-Construiu o Posto Médico Social, na Praia de Pernambuco;
-Fundou o Voluntariado de Assistência Social de Guarujá
(VASG);
-Assumiu o Centro Comunitário João Paulo II;
Dedicou-se também ao trabalho no Campo Educacional:
-Durante 15 anos exerceu a função de Presidente do Mobral
no Município de Guarujá;
-Instituiu a Faculdade de Educação, Ciências e Letras
'Don Domênico';
-Criou a escola de 1º Grau 'Don Domênico';
-Criou o curso de Educação Infantil;
-Instituiu a Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia 'Don Domênico';
-Instituiu a Faculdade de Fisioterapia e a Faculdade de Nutrição;
-Instalou o Curso de 2º Grau na escola 'Don Domênico';
-Instalou os Cursos de Pós Graduação.
Em
outubro de 1983, através de carta enviada pelo Cardeal E. Martinez
recebeu de sua Santidade o Papa João Paulo II, elogios e uma
Benção Especial pelo trabalho social desenvolvido em Guarujá.
Sua Santidade, o Papa João Paulo II, tomou ciência das
atividades desenvolvidas por Don Domênico por meio de uma brochura
das obras que lhe foi entregue “em mãos” por sua
Excia. Don Lucas Moreira Neves, então Secretário do Sacro
Colégio no Vaticano, na época.
Todas
as atividades desenvolvidas por Cônego Domênico Rangoni
sempre tiveram o apoio da população, da Sociedade Guarujaense
e da Igreja.
Cônego
Domênico Rangoni durante a doença que o vitimou foi assistido
pelo seu médico e grande amigo Profº Dr. Emílio Mattar.
Cônego
Domênico Rangoni faleceu no Hospital Sírio Libanês,
em São Paulo, a meia-noite do dia 08 de novembro de 1987, vitima
de câncer.
Hospital
Santo Amaro
Em 1954 ocorreu a vinda do vigário Domênico Rangoni para
assumir a paróquia do Guarujá.
A
convivência junto a população trouxe ao pároco
a percepção da distinção de classes sociais.
Dinâmico e carismático, ele observou a necessidade melhorias
no atendimento da população na área de saúde.
Vendo a dificuldade de uma parturiente ao dar a luz, por vezes, ter
que atravessar a balsa para receber atendimento em Santos, mobilizou
a parte privilegiada da população para angariar fundos
para viabilizar seu sonho: construir a primeira maternidade do Guarujá.
Em
1962, após campanhas beneficentes, generosos donativos e recursos
da Prefeitura Municipal de Guarujá e dos Governos Estadual e
Federal, foi inaugurado o Hospital Santo Amaro, com atendimento de maternidade
e pediatria, com 100 leitos.
Com
o crescimento da população, sentiu-se a necessidade de
ampliação do atendimento médico para outras especialidades.
Novamente com doações e campanhas, em 1983 foi sanada
esta necessidade da população, e o Hospital passou a contar
com 400 leitos.
Cônego
Don Domênico esteve a frente do hospital até seu falecimento
em 1987. Desse período o Hospital vem sendo administrado por
vários colaborados, entre eles:
Sociedade
Santamarense de Beneficência do Guarujá que é uma
entidade civil, sem fins lucrativos, mantenedora do hospital de 08/11/1987
à 28/02/1991.
Contratada a Sociedade Beneficente São Camilo para administrar
o Hospital de 01/03/1991 à 25/10/1992.
Novamente, a Sociedade Santamarense retorna a administração
do hospital entre 26/10/1992 e30/03/1993.
No dia 31/03/1993 é decretada a Intervenção Municipal.
A Prefeitura Municipal de Guarujá, juntamente com as equipes
multi-profissionais, investe continuamente em alas assistênciais,
em departamentos operacionais. Para tanto houve aquisição
de vários equipamentos de ponta da área de informática,
cirurgia e instrumentação, além de diversos utensílios.
Houve também investimentos em instalações, reformas
e ampliações, culminando, inclusive, com a criação
de novas alas assistenciais.
O
Hospital atende toda população sem discriminação.
É o único hospital da cidade com atendimento SUS - 80%
(os outros 20 % são convênios e particulares), além
de também atender municípios vizinhos.
No
dia 21/01/2008, a Prefeitura decreta o fim da intervenção,
sob o Decreto Municipal N.º 8310/2008, sendo devolvida a gestão
novamente para a Associação Santamarense de Beneficência
do Guarujá.
Após 15 anos sob Intervenção Municipal, período
no qual passou por diversos administradores, de variados segmentos,
como médicos, engenheiros, empresários, entre outros,
porém sem direcionamento de médio e longo prazo e muitas
vezes sem continuidade das ações, a Instituição
chegou a um nível de sucateamento de instalações
e defasagem tecnológica, sem precedentes na sua história.
Apesar das dificuldades, no período de Intervenção,
algumas habilitações foram promovidas na alta complexidade
de algumas áreas, como: Terapia Renal Substitutiva, Neurocirurgia,
Cirurgia Vascular, UTI II, UTI Neonatal e Oncologia.
A Unidade Hospitalar não soube preservar o programa de Residência
Medica por total inabilidade gerencial. Nesse cenário, após
a suspensão da Intervenção, mesmo com suas diretrizes
de médio e longo prazo definidas por meio da elaboração
de Planejamento Estratégico, a Instituição encontra
algumas dificuldades para investir na modernização do
seu parque tecnológico e instalações.
No campo operacional sofre sucessivamente pressão para internações
de baixa complexidade devido ao perfil dos equipamentos de saúde
do município; gerando AIH (Autorização de Internação
Hospitalar) pouco vantajosas no quesito remuneração e
pacientes com um perfil de permanência mais prolongado.
Combinação esta, absolutamente perversa para o desenvolvimento
e modernização do Hospital, uma vez que dificulta o equilíbrio
financeiro e acarreta carência de leitos para a região
e, como conseqüência, aumenta o custo operacional dos leitos
oferecidos ao Sistema Único de Saúde.