Vício
em internet causa dano cerebral similar ao provocado pelas drogas
O
número de usuários conectados à internet aumenta diariamente e a quantidade de
pessoas que dependem dela para o trabalho, estudos e para fins pessoais é
enorme. Porém, essa dependência excessiva vicia. E esse vício prejudica o
cérebro tanto quanto o consumo de álcool e drogas.
A
constatação é de um estudo chinês publicado recentemente, que estudou jovens
entre 14 e 21 anos e descobriu diferenças consideráveis entre a massa branca –
parte do cérebro onde se localizam as fibras nervosas – dos viciados em
internet em relação aos não-viciados.
Além
disso, segundo a publicação, 10% dos usuários da web sofrem de uma nova doença, a Desordem por Vício em Internet
(IAD, em inglês). E de acordo com a pesquisa, esse novo mal é tão prejudicial
quanto o consumo de substâncias ilícitas, pois altera as fibras nervosas
cerebrais responsáveis pelas emoções, decisões e auto-controle.
Tratamento
O
número de pessoas que buscam tratamento para esse tipo de vício cresceu 50% nos
últimos três anos, de acordo com a Clínica de Reabilitação Priory,
de Londres. Os viciados em mídias sociais apresentam sintomas como tremores,
pensamentos obsessivos e movimentos de digitação involuntários, por exemplo. E
por conta disso, o método utilizado para recuperar esses usuários é parecido
com o empregado na recuperação de dependentes químicos, com sessões em grupo e
terapias motivacionais
Principais
vícios
O
termo Facebook
foi considerado o tipo de busca mais viciante que cresce em maior escala na
rede, conforme dados apresentados pela Internet
Time Machine, companhia que mensura buscas realizadas na internet. A rede
social perde apenas para “gaming” (jogando), prática que pode trazer conseqüências
graves, como isolamento social, problemas escolares e pessoais.