Dilma Rousseff sanciona regulamentação da Emenda 29
A
presidente Dilma Rousseff sancionou, na última segunda-feira
(16), a regulamentação da Emenda 29, lei que fixa os gastos obrigatórios das
três esferas de governo – federal, estadual e municipal
-, com o sistema público de saúde.
De
acordo com o texto aprovado, o governo deve aplicar na saúde um valor especificado
no orçamento do ano anterior, somado ao cálculo da variação nominal do PIB
(Produto Interno Bruto). Porém, não há um valor fixo a ser destinado para a
área.
Já
Estados e municípios têm um percentual obrigatório de 12% e 15%,
respectivamente, da arrecadação anual de impostos, que deve ser investida na
área, o que se estima um gasto de R$ 3 bilhões por ano por parte de
governadores e prefeitos. Entretanto, não poderão ser mais contabilizados como despesas
do setor saúde pagamentos de aposentadorias e restaurantes populares para
alcançar esse montante.
Contribuição Social à
Saúde
Antes
de chegar às mãos da presidente Dilma, o texto da Emenda 29 foi aprovado pelo
Senado Federal, em 07 de dezembro do ano passado, depois de onze anos estagnado
- desde 2000 -, em Brasília. E deputados e senadores derrubaram a proposta
que previa a criação de um novo imposto para a saúde, o CSS (Contribuição
Social à Saúde).
Esse
tributo, uma recriação da CPMF, foi vetado, pois não havia sido estabelecida
uma base de cálculo, inviabilizando qualquer tipo de cobrança. Com isso, a elaboração
de um novo meio de arrecadação terá que ser criada.